Quanto custa de verdade a hora operacional do seu escritório de Direito da Saúde

Organizar documento, cobrar papel do cliente e caçar protocolo tem preço — e ele quase nunca aparece no fluxo de caixa. Use a calculadora e veja o número da sua operação.

Por Equipe MedApoio

Todo escritório sabe quanto cobra pela hora jurídica. Poucos sabem quanto pagam pela hora administrativa — aquela gasta renomeando PDF, cobrando documento do cliente no WhatsApp, ligando para a operadora atrás de um número de protocolo e montando cronologia no Word.

Esse custo não aparece em lugar nenhum. Ele está diluído na folha, disfarçado de "rotina do escritório". E costuma ser o maior item de despesa invisível de uma banca de Direito da Saúde.

A conta que quase ninguém faz

O cálculo é simples e desconfortável. Pegue quatro números que você já tem:

  • quantos casos novos entram por mês;
  • quantas horas administrativas cada caso consome até estar pronto para análise;
  • quanto custa a hora da pessoa que faz esse trabalho (salário + encargos + benefícios ÷ 160 horas);
  • quanto vale a hora jurídica do seu time.

Multiplicando os dois primeiros, você tem o volume de horas operacionais do mês. Multiplicando pelo terceiro, o custo direto. E o quarto revela a parte mais cara da conta.

Os três custos empilhados

1. Custo direto. O salário proporcional de quem executa a tarefa. É o único que a maioria dos escritórios enxerga.

2. Custo de oportunidade. Quando parte dessas horas é feita por advogado — e quase sempre é —, cada hora administrativa é uma hora que não virou petição, audiência, negociação ou atendimento. Aqui o valor não é o salário: é a receita que deixou de existir.

3. Custo invisível. Retrabalho, caso perdido por documentação incompleta, tutela negada por prova frágil, cliente que desistiu durante a espera. Difícil de medir, impossível de ignorar.

A calculadora abaixo cobre os dois primeiros — os que dá para defender com número na frente do sócio.

Calculadora

Calcule o custo operacional do seu escritório

Ajuste os campos para a realidade da sua operação. O cálculo acontece no seu navegador — nada é enviado ou armazenado.

casos

Quantos casos de plano de saúde entram no escritório mensalmente.

h

Organizar documentos, cobrar papel do cliente, ligar para a operadora, buscar protocolo, montar cronologia e conferir anexos.

R$

Some salário, encargos e benefícios da pessoa e divida por 160 horas.

%

Percentual das horas operacionais executadas por quem poderia estar advogando.

R$

Quanto vale uma hora do seu time aplicada em estratégia, petição ou atendimento.

Horas operacionais / mês

180 h

Equivale a 1,1 profissional(is) em tempo integral.

Custo direto / mês

R$ 10.800

R$ 360 por caso.

Custo direto / ano

R$ 129.600

Só a mão de obra administrativa.

Receita não faturada / mês

R$ 25.200

72 h de advogado fora da atividade-fim.

Impacto anual somado — custo direto + receita não faturada: R$ 432.000

Estimativa simplificada, para apoiar a decisão — considera 160 horas úteis por mês e não inclui custos indiretos como estrutura, software, retrabalho e casos perdidos por documentação incompleta.

Como interpretar o resultado

Três leituras importam mais que o valor absoluto:

  • Horas por mês. Divida por 160 e você tem quantos profissionais em tempo integral o escritório mantém apenas para a etapa administrativa. É comum a resposta ser "quase um advogado".
  • Custo por caso. Compare com o honorário médio do caso. Se a operação consome uma fatia relevante do ticket, o problema não é volume — é margem.
  • Receita não faturada. Esse número é o teto do que você ganharia se essas horas voltassem para a atividade-fim. É ele que justifica qualquer decisão de estrutura.

É esse custo que a MedApoio absorve. Em vez de contratar, treinar e supervisionar uma equipe administrativa própria, o escritório passa a receber o caso já organizado: documentos indexados, cronologia montada, protocolos levantados e pendências apontadas.

O erro de comparar só com salário

A comparação natural é "sai mais barato contratar alguém". Ela ignora três coisas: encargos e benefícios elevam o custo real bem acima do salário nominal; a pessoa precisa ser recrutada, treinada e supervisionada — supervisão que consome hora de advogado; e férias, saída ou afastamento param a operação inteira.

Terceirizar a atividade-meio muda a natureza da despesa: ela deixa de ser custo fixo com risco trabalhista e passa a variar com o volume de casos. Vale entender antes o que pode e o que não pode ser terceirizado em um escritório de advocacia.

Conclusão

Não existe decisão de estrutura sem número. Antes de contratar mais um estagiário, mais um advogado ou mais um sistema, calcule quanto a etapa administrativa já custa hoje — em dinheiro e em receita não realizada. Na maioria dos escritórios de Direito da Saúde, esse número sozinho já paga a solução. Depois, comece a acompanhar os indicadores da operação para saber se ele está melhorando.